segunda-feira, 18 de março de 2013

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão. Verônica H.

domingo, 17 de março de 2013

"O que eu posso te dizer nesse momento? Somente um “obrigada”. Obrigada por me ensinar um bocado de coisas. Obrigada por ter ficado ao meu lado sempre, nos dias bons e ruins. Obrigada por nunca achar os meus sonhos bestas. Obrigada por acreditar nos meus sonhos bestas. Obrigada por me dar a mão (e segurar a minha mão. e não soltar a minha mão.). Obrigada por ter sido tu, por ter feito surgir um “nós”. Obrigada por existires." — Clarissa Corrêa
Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos...
Cheguei a pensar que tudo estava muito acelerado, mas tenho que parar de buscar explicação ou seja lá o que for. Algumas coisas não precisam de palavras, outras dispensam explicações, muitas delas são intraduzíveis. — Clarissa Corrêa
"Você. Culpado pela frouxidão dos sorrisos. Pelos gaguejos inesperados. Pelos dedos que teclam hesitantes. Pelo coração que pulsa subitamente em ritmo acelerado sem entender porquê. Pelos flashbacks involuntários e bem vindamente invasivos. Pela cabeça no mundo da lua. Você. Você. Você. Que se faz presente mesmo ausente; que pára o tempo, o espaço, o instante e transborda tudo em eternidade; que é pensamento constante, sinônimo de entrega sem medo, de corpo inteiro, sonho que não acaba, vontade de encontro, de maõs entrelaçadas, de olho no olho. Você mesmo."

sexta-feira, 15 de março de 2013

E seremos, eu sei...


Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce. Que sejamos doce.

Uma pena você

Fez tanta questão e agora eu te pergunto: pra que? Atormentou minha vida, enchia os meus dias, fazia de tudo pra que eu fosse tua e pra que? Um dia me rendi, me entreguei, me perdi. Teu desejo realizado, eu apaixonada, finalmente o começo da nossa história. Aí você enjoou, simples assim. Como quem deseja muito um casaco, se desdobra pra comprar e quando finalmente consegue, logo perde a graça. Você joga no armário e deixa esquecido, não te aqueço mais. Optou por um novo casaco, um novo alguém. Outra que em breve vai estar perdida no armário também, que vazio. E eu fico aqui pensando, o quão infeliz é uma pessoa assim? Quer ter por capricho, nada além disso. Coleção de casacos e o frio nunca passa, porque o problema não é dos casacos. Então que você seja feliz assim, congelado, insatisfeito, procurando em alguém tudo que te falta e não conseguindo se preencher nunca. Uma pena tuas vontades breves, tua vida vaga, seu sorriso sem paz, meu tempo perdido. Uma pena você.